Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

CONFORME PROMETIDO...

video

No dia dos namorados eu me presenteei com um salto de pára-quedas, o melhor presente que já me dei em todos os tempos, é verdade. Prometi colocar o vídeo para que todos sentissem um pouco da adrenalina que eu senti.

Mas não se trata somente de adrenalina, eu senti mesmo foi pânico. Agora que já que comecei, deixem-me contar as coisas direito. No outro post vocês leram a narração do presente de dia dos namorados, agora vocês lerão a narração de todo o processo que me levou a esse ato insano. Sim, porque na hora em que a porta do teco-teco é aberta aquele sentimento “Nossa, que foda, eu sou corajosa mesmo, hein? Vou saltar de pára-quedas!” é trocado pelo sentimento de “Nossa, que idiota que eu sou, porque diabos eu estou saltando de um avião em movimento???”.

Há alguns meses, mais precisamente dizendo em março, quando completei 30 primaveras, eu prometi ‘me dar’ um presente bem bacana e diferente para marcar a data, afinal, eu sempre esperei pelos 30. Sim, a maioria das pessoas espera pelos 18 ou 21, mas eu sempre achei que aos inta eu seria uma mulher mais completa, e sou mesmo! A minha vida nunca esteve melhor, em todos os aspectos... Mas voltando ao assunto, meus amigos e o meu irmão juntaram-se a mim em uma balada que foi divertidíssima, o que já foi um presentaço, então o salto ficou para presente de dia dos namorados.

O grande dia

Eu não podia falar para a minha mãe _ super protetora_ que eu saltaria de pára-quedas. Odeio mentir, mas não havia solução e a mentira teria tempo certo para durar, então o peso na consciência foi um pouquinho menor. Mas só um pouquinho. Na verdade, eu sou a favor de falar a verdade sempre, doa a quem doer, mas a minha mãe iria passar o dia todo preocupada (depois ela até assumiu que eu fiz bem ocultando os fatos, porque ela não conseguiria me impedir e ficaria realmente muito preocupada), sendo assim, eu menti por uma boa causa. Mas reafirmo que acho a mentira o fim da picada!

Deixei uma amiga ciente de que iria saltar (para se caso acontecesse algo comigo as pessoas soubessem onde me procurar) e lá fomos nós, eu e a minha mochila para o terminal rodoviário Barra Funda.

Cheguei ao terminal por volta das 11h30, comprei a passagem e um livro do Losekan que estava em promoção (sim!) e comi um lanche leve. O ônibus que vai à Boituva é bem confortável. Li, comi a minha barrinha de cereal, ouvi o meu mp3 e por volta das 14hs eu já via o céu cheio de pontos coloridos. Eram com um daqueles pára-quedas que eu iria voar!

Na chegada várias turmas, as dos descolados que querem mais o vídeo publicado no youtube do que o salto mesmo, as dos empresários e que fazem desse tipo de esporte uma terapia para descarregar o stress do dia-a-dia, a dos administradores que recebem treinamentos onde o salto de pára-quedas _segundo que ministra esses treinamentos_ pode ajudá-los a tornarem-se mais competitivos, as dos nerds (sim, havia uma turma de garotas, todas orientais por sinal, que faziam alguma coisa relacionada à área de exatas na USP) e as periguetes. Gente, as periguetes são uma praga, elas estão em todos os lugares com as suas calças vestidas a vácuo, os decotes que mostram até o umbigo. Mas enfim...

E eu estava lá também eu e o... a ... minha mochila??? Sim eu viajei sozinha, mas me dei conta de que estava sozinha mesmo quando cheguei ao campo. Mas beleza, não posso depender de ter companhia para fazer tudo na vida, ? Fiquei com vontade, fui e fiz.

Conheci um pessoalzinho (a gente sempre acaba se enturmando), dei umas voltas no lugar, tirei fotos, relaxei e o Adriano (o gatinho que foi meu instrutor) me chamou para fazer o treinamento de dois minutos que vocês vêm no vídeo (isso mesmo, para saltar de pára-quedas em salto duplo são dois minutos de treinamento) e lá fomos nós para o teco-teco.

O Salto

No voo eu era a única que estava fazendo salto duplo. Todas as outras pessoas saltaram sozinhas porque faziam treinamento para tornarem-se instrutores ou para adquirir a licença que permite que a pessoa pratique o salto solo. Eu não tive ninguém para dar aquela forcinha, aquele: “Vai Denise!”, mas tudo bem, ossos do ofício. Já que resolvi ir sozinha...

Mas sabe que a auto-suficiência às vezes pesa. Eu senti falta dos meus amigos, principalmente quando a porta do avião se abriu e as pessoas foram simplesmente se jogando, uma atrás da outra, sem nenhum gritinho de incentivo ou batidinha nas costas...

Eu sei é que quando eu vi aquele monte de formigas atômicas com seus macacões coloridos e seus capacetes pulando no vazio bateu o pânico. Antes de sair do chão eu disse que não iria desistir de jeito nenhum e que queria emoção, e o Adriano levou isso muito a sério. Na hora do salto nós não pulamos ‘de uma vez’, ele deu uma paradinha na porta para que eu pudesse apreciar Boituva vista a uma distância de 12 mil pés de altitude, e só depois, quando o pânico estava insuportável, é que ele saltou.

Nas minhas andanças pelo campo de salto descobri que há pessoas que se agarram à porta do avião como se fossem gatos mesmo, outras se prendem a qualquer coisa que dê para segurar, mas eu me limitei a pedir humildemente, com voz chorosa, que não fossemos. O Adriano, por sua vez, preferiu obedecer à minha primeira recomendação: “Aconteça o que acontecer, pule, porque eu não quero desistir!”.

Assim eu fui, em queda livre por quase 60 segundos, sendo que desses, uns 10 eu passei em sem respirar, de tão tensa que fiquei. O importante é que fui! É isso, queria compartilhar esse momento com vocês, mas ó: Não é para rir, ok????? Eu estava sozinha e tals...
NÃO É PARA RIR, OK???

Olha, eu recomendo. Amei saltar e meu próximo passo é pular de bungee jump!

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

SOLTEIRA E FELIZ NO DIA DOS NAMORADOS



Já virou tradição. Todo 12 de junho eu me presenteio, já que namorar que é bom eu não faço há ‘alguns’ longos anos rsrsr. Só que eu tenho um predicativo que os gestores de RH amam ouvir em entrevistas: uma atitude positiva e pró-ativa diante de situações ‘desfavoráveis’. Sendo assim, ao invés de ficar maldizendo a data ou invejando a garota feia, burra e chata que tem um namorado perfeito, eu concentro as minhas energias em mim. O dia dos namorados é mais um dia em que eu ‘me dou’ presente, simples assim!

É engraçada a nossa capacidade de transformar coisas bacanas em coisas angustiantes... Gente, não ter namorado (diferentemente da ironiazinha que fiz no primeiro parágrafo) não é ruim. Essa idéia de que todo mundo tem que estar junto de alguém o tempo todo é um complô da mídia e do cartel de buffets e de estilistas que desenham vestido de noiva! Huahuauha! 

Brincadeiras à parte, o que é péssimo ,de verdade, é ficar com sentimento de ‘lacuna’ por não estar namorando. Nós já nascemos completos. Casamento e filhos chegam à nossa vida para torná-la ainda melhor, mas não significa que
seremos completos quando eles chegarem. Então vamos curtir a solteirice, minha gente! É uma delícia pegar um buzão e ir a uma cidadela de interior munida de uma câmera fotográfica e de muita cara de pau! É bacana ir ao teatro ver aquela peça de sacanagem que é melhor assistir sozinha mesmo... É muito legal pegar um guia da cidade, escolher uma das exposições e aventurar-se sozinha a uma delas! Cineminha sozinho também é legal! Ah, e a praia? A sensação de liberdade e paz quando você toma aquele banho de mar, senta-se na areia e ficar olhando para aquele monte de água sem fim... 

Para nós, mulheres, em especial, há um gostinho maroto de independência ao pegar um avião sozinha sabendo que o papai e a mamãe estão em casa e quando chegarmos seremos nós por nós!

É massa namorar, mas também é 10 ser solteira e gostar da própria companhia! Acredite! Não estou fazendo apologia à
solidão way of life. Não é isso, eu só acho bacana curtir TODAS as fases da vida, inclusive valorizando aquelas nas quais estamos sozinhos. 

Fora as histórias para contar. Olha só eu, por exemplo, vou contar para meu filhos que antes de conhecer o pai deles eu curti muito e quando a professora pedir a eles que façam uma redação e o tema foi “mamãe” eles vão escrever assim: a minha mãe tem uma tatuagem de dragão nas costas que fez com 21 anos e quem significa força. Ela estudou educação física, mas parou no meio do caminho e não se arrependeu de começar tudo de novo. Ela é jornalista, psicóloga (minha próxima faculdade) e estudou para ser professora de educação infantil. Depois ela conheceu o meu pai e eles trocaram várias experiências e começaram a fazer experiências juntos, aí eu e a minha irmã nascemos (quero ser mãe de um casal de filhos). Tá vendo como é bom convivermos bem com nós mesmos??? Olha no que pode dar!

Ah, isso sem contar com os amigos queridos! Como esquecermo-nos deles? Nossas companhias nas piores e nas melhores horas são esses maravilhosos seres que tornam-se agregados da nossa família. E falando em famíia, sabia que eu pego um cineminha e um teatro com o meu irmão, a minha tia e a minha mãe? E é muito legal, viu? O único inconveniente é que geralmente as pessoa pensam que eu sou namorada do meu irmão, reduzindo muito as chances das garotas se aproximarem dele... rsrsr

Olha só quanta coisa tem para curtir sem namorado! Não entendo porque tem gente que ainda reclama de ser solteiro... Eu confesso que às vezes o faço, mas passa tão rápido... 
Portanto, quem está namorando, se está feliz, curta pra valer! 
Quem não está namorando, curta-se a valer! 
Essa é a ordem do dia 12! 

Dê-se presentes, valorize-se porque é legal gostar de si mesmo e apreciar a sua própria companhia! Acredite, não há companhia melhor do que a sua!  Além de todas as beneficies já citadas, curtir-se te prepara para futuras relações, sabia? Deixa a auto-estima em dia e faz um bem danado! 

Bem, o que será que vou ‘me dar’ no ano que vem? Vai ser difícil me superar... O presente que eu ‘me dei’ este ano foi fod@ com o perdão da expressão!

Ou quem sabe até dia 12 de junho de 2010 eu tenha encontrado o meu inteiro...

Mas e você, solteiro de plantão, o que vai "se dar" de presente neste dia dos namorados?

PS: O meu presente (antecipado porque sempre preferi comemorar antes a comemorar depois) foi um salto de pára-quedas que aconteceu no domingo passado, dia 7 de junho. Eu fotografei e filmei, mas o vídeo está em uma produtora sendo reduzido e adaptado ao formato compatível ao youtube. Na semana que vem eu o posto aqui, por hora, ficam só as fotos mesmo!

Domingo, 26 de Abril de 2009

MAS QUE COISA, QUANTO MAIS EU REZO, MAIS FASTASMAS APARECEM!!





Há um tempinho atrás eu estava no aniversário de uma amiga em um bar perto da Paulista. Amo aquele lugar, e em boa companhia então... Bem, bar é um ambiente propício à paquera, mas eu realmente estava lá para curtir com a galera da facul, pessoas que eu simplesmente amo!

Havia um cara bebendo com um amigo, e ele começou a olhar, e olhava, e olhava... Entramos porque começara a chover. E quem vem lá de longe? Ele mesmo. Sentou-se em um canto com o tal amigo e continuou com os olhares furtivos.

Era uma segunda-feira e como havia muita semana pela frente, às 22hs dividimos a conta e quando nos dirigíamos ao caixa eu senti umas mãos na minha cintura. Era o tal. Eu tenho reações estranhas quando fico nervosa, mas a predominante é a crise de riso. A minha galera começou a me aloprar e tirar fotos por enquanto o cara vinha na ladaínha idiota “Você não vai me dar o seu telefone?” com aquela cara de galã de cidade de interior... 

Oh, my!

A minha vontade era dar uma joelhada no saco dele _eu disse que tenho reações estranhas quando estou nervosa_, porque além de ser um pouco tímida (embora não pareça) eu detesto quando uma pessoa que eu não conheço toma esse tipo de liberdade. Detesto mesmo, não sei o que acontece comigo, mas eu simplesmente odeio gente que chega ‘pegando’. Aff...

Mas foi uma situação tão atordoante, mas tão atordoante... Ele pegando na minha cintura, eu soltando a mão dele, eu olhando para a galera que ria e tirava fotos e tentando me soltar daquilo que parecia mais uma lula com mil tentáculos do que um homem... Por fim o cara conseguiu o meu celular fácil, fácil... Tudo bem, era só um celular. Era só eu desligar e pronto.

Depois de uns dez minutos de encenação teatral da cantada e muitas gargalhadas (inclusive minhas, porque esse pessoal da facul é realmente muito engraçado e criativo) chegamos ao metrô. Estávamos conversando, e não mais que de repente alguém invade a roda. Era ele! Siiiiiiim, o cara tinha todas as estações, todos os vagões e trens do mundo, mas ele entrou na minha estação, no meu trem e no meu vagão e invadiu a minha roda de amigos! Oh shit!

CILADA!

Bem, esse era um sinal, ou o cara era persistente, sei lá. Fato é que ele chegou, ‘tomou de assalto’ (como diz o meu amigo Brunão Oliveira) e simplesmente invadiu a roda de conversa com um pulo. Ele deve ser fã do Homem-Aranha. É claro que os meus amigos se distanciaram e mais uma vez eu fiquei numa saia justa. Primeiro porque o cara queria que eu justificasse o fato de meus amigos terem se afastado (say what???) e depois porque ele veio com umas idéias meio fracas do tipo “Você sempre sai às segundas-feiras?". A resposta não foi lá muito gentil “Não, só quando algum amigo faz aniversário”. Réplica clichê: “Eu estou te incomodando?” Tréplica mais clichê ainda: “Não, ‘magina’... 

Salva pelo sinal sonoro do metrô. Ele saiu e o pessoal me aloprando mais ainda... Bem fato é que ele me ligou duas vezes e eu não quis atender mesmo. Acabei de sair de uma paixão não correspondida que mexeu bastante comigo e não quero mesmo me envolver agora. Acho que vou demorar para gostar de alguém... Well, ele continuou insistindo, e como a minha última queixa em relação à ala masculina foi relacionada à falta de atitude, resolvi dar uma chance. Que sabe, né?
 

Bonitinho, mas Ordinário 

Fato é que depois de duas ligações eu vi q o Clark Kent era bonitinho, mas ordinário. Parecia ser bonzinho, mas sem atitude, não para relacionamentos, mas para a vida, o que é pior. Sabe o que significa isso? Aquelas pessoas que passam boa parte da vida fazendo uma coisa da qual não gostam,  querendo várias outras e não indo atrás de nenhuma delas. Cheguei a essa conclusão depois a segunda conversa quando falamos sobre sonhos, gostos e tals.

Depois de relacionar as várias cabeçadas que eu dei até chegar onde estou _no começo da minha vida já que ainda falta muito para chegar onde quero, mas estou a caminho, me aguardem!_ ele relacionou as dele: teve uma banda da qual desistiu (até aí dá até para entender), disse também que trabalha com departamento financeiro, mas que quer mesmo é fazer arquitetura em uma dessas faculdadezinhas fáceis de passar no meio do ano (palavras dele).

Aí eu pude entender porque o nosso papo não fluía. Esse negócio e querer qualquer coisa que seja mais fácil não tá com nada, aliás, gente assim não ta com nada! E vai que ele acha que sou como as coisas da vida dele: só servem as fáceis porque as difíceis dão trabalho...

Depois dessa conversa ele me ligou mais duas vezes e eu não atendi, aí ele enviou um email perguntando se eu não queria falar com ele e não teve resposta. E para bom entendedor meia palavra basta, não? Eu faço parte do ‘ramo difícil da vida’, por isso não sirvo para ele e nem tão pouco ele serve para mim.

Faço minhas as palavras da Amy Whinehouse para essa cara:
No, no, no!



Segunda-feira, 30 de Março de 2009

GANHEI, GANHEI, GANHEI!!!!!!




Tô mais feliz por um texto meu ter agradado do que  por ter ganhado o prêmio, bem legal, aliás. Compartilho a opinião da minha amiga Camila Azenha, eu prefiro que elogiem o meu texto do que me chamem de gostosa!


Para ver a prova do feito clique aqui

Para ler o texto que ganhou clique aqui


Domingo, 29 de Março de 2009

FOI O SITE QUE DISSE!!!!!!

MyHeritage: Celebrity Morph - Fazer arvore genealogica - Arvore genealogica

Desejo para você a mesma sorte que eu tive!!!!!

Sexta-feira, 27 de Março de 2009

PEOPLE ARE STRANGE



“As pessoas andam com os afins”
Matriarca da família BuscapéMoura

Será?

 Estive pensando sobre o número de pessoas estranhas têm passado pela minha vida ultimamente. Vou começar com o mais leve. O trabalho. Como já é sabido por você, leitor, eu trabalho no ‘braço social’ de uma empresa do ramo da construção civil. O pessoal é realmente estranho. Nós dispomos de um msn para uso interno, acontece que mesmo compartilhando a mesma sala, todos preferem o messenger. Parece normal, mas imagine a cena e veja se continua achando a mesma coisa: A sua colega de trabalho senta atrás de você, para ser ainda mais precisa, há 1 ½ metro de distância. Ela pergunta alguma coisa, mas fala pelo msn, e você então responde falando em alto e bom tom, como as pessoas ‘ditas normais’ falam. Ela volta à cadeira para o micro e continua a falar pelo msn. Essa atitude não é restrita a assuntos corporativos. Papos informais que deveriam acontecer em uma das nossas mesas são transferidos para essa ferramenta que na mão de certas pessoas vira vício.

A cada vez que você quebra o silencio parece que infringiu uma regra... E não há nada disso aqui, a empresa é super liberal. O negócio chegou e pegou, simplesmente porque as pessoas aqui são estranhas. Sempre ouvimos risadinhas em meio aos 
tec tecs do teclado... É realmente desagradável e estranho, nunca se sabe de quem estão falando, ou do que estão falando. É fúria sendo descontada nos teclados, e eles nem têm culpa... Estranho, muito estranho.

Os homens também são estranhos, às vezes. Sei que nós, mulheres, não somos tão fáceis de lidar, mas acho que somos mais transparentes. Veja só esses casos: 

O primeiro refere-se ao rapaz dos posts anteriores . Tudo foi muito estranho. Só fazendo um resumo rápido para você que pegou o bonde andando: Nós saímos umas quatro vezes, e apesar de algumas várias mensagens dizendo que me achava linda e que eu o fazia sentir bem, ele simplesmente não tomava atitude, aliás, não tomava atitudes normais, porque nas estranhas ele se tornou PhD.

Uma vez eu estava com amigas bebendo em um bar e enviei uma mensagem dizendo que estava conversando com elas e lembrei-me dele. Um adendo: eu já havia até desistido, as minhas amigas me incentivaram a continuar insistindo porque ele estava sendo muito fofo no início e poderia estar sofrendo por ser tímido. Mas até timidez tem limites não??? Enfim, enviei-lhe a tal mensagem.  Quais seriam as opções de respostas ditas “normais” para a situação?

a) Não responder.
b) Responder no dia seguinte para fazer um charme.
c) Ligar convidando para almoçar no domingo.
d) N.D.A.

Acertou quem chutou N.D.A.. O que o rapaz fez foi enviar-me uma mensagem, aliás, A MESMA mensagem no dia seguinte, no mesmo horário (às 2h40 da madrugada) só trocando os gêneros das palavras de femininos para masculinos. Estranho? Esse mesmo cara saia do MSN por volta das 23hs, porque ia dormir e tals. Um dia, quando eu dormi com o computador ligado, ele lá permaneceu. Acordei para trabalhar às 5 da matina e lá estava ele, o único contato on-line. O único verde naquele mar de cinza... Meu, as pessoas são realmente estranhas.

Outro exemplo. Há uns dois anos eu fui fazer teste para cantar em uma banda. Acabou não dando certo, mas conheci o compositor e dono da banda e o outro cantor. Quando eu mandei o meu áudio ele pediu também dados como a data e o horário do meu nascimento. Retornou o email com uma redação descrevendo-me por inteiro e dizendo que tudo em mim combinava e tals. Chegou o dia do teste e eu estava nervosa, rouca e cansada. Além de tudo o teste era do outro lado da cidade... Acabei não passando, mas ele continuou enviando-me emails mil falando sobre mim durante algumas semanas até que começou a dizer que tínhamos que ficar juntos e que ele já sabia que iria dar certo porque havia “estudado” e consultado os astros ou coisa que o valha. Cara, com todo respeito que tenho pelos astros e pela espiritualidade, que loucura! Cortei relações, afinal, o cara era casado.

Há pouco nos reencontramos e ele está se divorciando, mas continua a mesma coisa. No segundo email enviado por ele havia uma nova descrição de como eu sou espiritualmente e sentimntalmente (nos estudos dele, que fique bem claro). O líder de banda era exotérico e espírita. Ele pauta suas decisões amorosas em estudos sobrenaturais. Estranho???

Mas o mais bizarro de todos é o que me atrevo a contar agora. Eu realmente me achava muito moderna. Fora a violência nada mais me espantava. Eu tenho muitas pessoas no meu MSN com as quais não falo, e nem me lembro de onde vêm. Fato é que em numa fatídica noite de sexta-feira eu estava fazendo uma limpeza no meu MSN quando me deparei com um nome desconhecido, mas que estava on-line. Fui perguntar quem era, afinal, poderia ser um amigo meu que mudou de endereço, vai saber...

Mas não era. Tratava-se de uma paquera on-line. Nem chegou a ser paquera, aliás. Ele é bonitinho, troca os tempos verbais todos porque é gringo e eu acho isso 
‘so cute’, enfim. Fui conversando e começou o laboratório sentimental. Meu, eu tenho que estudar psicologia porque as pessoas sentem-se muito à vontade para falar comigo, inclusive sobre coisas bizarras.

Esse cara, por exemplo, me dizia que estava procurando alguém para namorar sério, e até casar. Dizia que estava cansado de ficar sozinho. Estranhei, lógico. Um cara bonito, bem resolvido financeiramente, gringo e no Rio de Janeiro não conseguir se relacionar com alguém? Muito estranho. Bem, claro que continuei investigando para ver se descobria algo novo. Perguntei então qual era a dificuldade que ele via em relacionar-se com as mulheres. Ele disse que seria direto. E o foi. Até agora estou constrangida com o que li. Segue o diálogo:

 
Lois Lane: Mas qual é o problema? Você é bonito, tem um bom papo, é bem resolvido financeiramente, e ainda é gringo e está no Rio de Janeiro. A mulherada deve ‘cair matando’ em cima de você _tive que explicar o significado de cair matando_
NONONO: É que eu tenho fantasias sexuais.

Nessa hora eu fiquei meio paralisada. Mil coisas passaram pela minha cabeça. Ele vestido de roupa de couro e pedindo para ser chicoteado, ele seguindo a filosofia George Michael “vamos transar em vias públicas mesmo!”, ele com duas mulheres... Enfim. Apesar de todo o constrangimento eu precisava saber de todo jeito qual era essa tal fantasia que o impedia de relacionar-se com mulheres. Então continuei.

 
Lois Lane: Mas você não pode ser mais específico? Juro que não conto para ninguém, só quero mesmo te ajudar (ãhan...)
NONONO: Sim, já cansei de esconder e eu quero ser feliz e agora, por isso vou ser bem sincero. Eu gosto de vestir-me de mulher.

Macacos me mordam! Cara, fiquei sem reação. Atônita. Claro que sempre soube que há homens que alimentam esse tipo de fantasia, mas nunca pensei que fosse conversar sobre esse assunto com um deles... Investiguei mais, queria detalhes sórdidos...

Lois Lane: Mas como assim, você quer casar com uma mulher e manter relacionamentos homossexuais?
nonono: Não, eu nunca saí com homens. Eu gosto de mulheres, mas gosto de ser dominado. Eu quero casar para ficar com uma mulher que me aceite do jeito que sou, eu aceito que ela tenha outros homens, mas eu quero ficar só com ela e quero ser dominado.

Nessa hora pensei em mandá-lo procurar um terapeuta para resolver isso num divã. Mas logo senti-me desencorajada a fazê-lo.

Eu falo sozinha, estou partindo para terceira formação profissional sem perspectivas de ‘me encontrar’ e já sofri por paixão platônica depois de adulta. Tá bom, eu uso vestido com allstar, e daí???Qual é o problema???

 “As pessoas andam com os afins”, já diria a matriarca da família Buscapé Moura. Eu tenho ‘meda’ de mim quando vejo o comportamento de algumas das pessoas com as quais me relaciono. Será que eu sou esquisita assim??? No way!

Mas que eu conheço umas pessoas bem estranhas, ah, isso sim...


People are strange    Presentinho para todos os estranhos! É só clicar!

Sábado, 14 de Março de 2009

PESQUISA GOOGLE, DENISE MOURA: VOCÊ QUIS DIZER DESMIOLADA?


Well, well, well, a internet é realmente um facilitador, faz você conhecer pessoas e às vezes... se afastar delas! 

No último post eu contei que estava saindo com um rapaz bacana e que pelo que tudo indicava iria dar em namoro. Recebi mensagens carinhosas no celular do tipo “você é especial...” ou então “me sinto bem quando estou com você”, fui a ‘eventos’ charmosos: peça de teatro, cinema, restaurante... enfim tudo o que se pode esperar de um início de relacionamento. 

Ainda não estava apaixonada, mas se continuasse a ser bem tratada assim seria muito provável que acontecesse, ou não, como diria Caetano Veloso... Eu continuo acreditando que o lance tem que rolar logo no primeiro olhar, a tal da química tem que ‘dar o ar da graça’ desde o primeiro diálogo, e não foi o que aconteceu, mas devido as circunstâncias (muito propícias, por sinal) eu resolvi insistir. 

Tudo nesse ‘possível início de relacionamento’ foi pitoresco. Para começar não se conhece um rapaz dessa ‘estirpe’ na internet. Não dá para acreditar que uma pessoa com todos esses bons predicativos esteja sozinha. Houve momentos nos nossos encontros que eu esperava que, não mais que de repente, o Serginho Malandro apareceria gritando: “Hááááá!!! Pegadinha do Malandro!” Isso porque estava tudo muito perfeito, até mais do que eu pudesse esperar. 

Bom, saímos três vezes em um jogo de conquista que parecia romance dos anos 30 onde as garotas eram realmente cortejadas durante longo tempo antes de rolar qualquer coisa. Tudo estava indo muito bem, mas se fosse na década de 30 seria mais adequado. A timidez de ambos fez com que em todos os momentos onde houve oportunidade de acontecer o beijo um dos dois desviasse o olhar. Isso mesmo, parecíamos dois adolescentes prestes a dar o primeiro beijo da vida. Nem eu me entendi... acho que foi o excesso de perfeição, todos os exageros são prejudiciais, afinal... 

Mas enfim, chegou o domingo, dia seguinte do meu aniversário (breve eu posto sobre isso) e eu estava realmente decidida a tomar uma atitude, terminar o namoro que não havia começado. Sim, não ia tomar a atitude de dar o primeiro beijo não, realmente há coisas das quais não abro mão. Para mim as pessoas teem que ter atitude. 
Apesar de me considerar ultramoderna, há certas coisas que eu não quero mudar em mim. Sinto que se eu tomar mais pulso das situações vou me transformar em um homem. Daqui a pouco estarei me oferecendo para carregar malas e outras atribuições que são genuinamente masculinas. 

Mas voltando a ponto, fomos ao teatro e fio, novamente, muito agradável, e ele me trouxe em casa. Quando eu me preparava para sair do carro ele pediu para que esperasse, pois tinha um presente para mim. Eu fiquei surpresa, mas já meio pesarosa. Antes de dizer qual foi o presente eu tenho que fazer um esclarecimento. Quando eu o conheci, usava o nickname Carrie Bradshaw, a protagonista da série Sex andThe City, a minha série preferida. ontinuando, ele esticou o braço até atrás do meu banco e trouxe de uma caixa linda, grande, fofa mesmo, e bem pegadinha. Fiquei bem desconcertada, imagine a situação, eu estava, na verdade, me preparando para me despedir, talvez para sempre, e ele vem, todo fofo, me dando um presente... Que puxa! Abri a caixa e havia,dentro dela, outra caixa embrulhada. Quando rasguei o embrulho, surgiram aquelas letras prateadas com o fundo branco... era o box COMPLETO da série Sex and the City!! Dá para acreditar? 


Me quebrou totalmente! Eu até me esqueci por instantes de que havia saído com ele para terminar algo que nem mesmo havia começado, mas eu tive vontade de beijá-lo. Foi um dos presentes mais legais dos últimos aniversários por tudo o que essa série representa para mim. Mas acabei não beijando e nem ele. Novamente a situação constrangedora, os dois querendo e nenhum tendo atitude. Shit! 

Mas acabei indo dormir às 3 da manhã de segunda e acordei um bagaço, mas por m motivo justo, perdi as horas de sono me deliciando com o quarteto mais inspirador dos últimos tempos. 

Na manhã seguinte eu enviei uma mensagem brincando com o fato de ele _indiretamente_ ter me ter feito perder horas de sono, e ele não respondeu. Achei estranho, porque as respostas dele eram sempre automáticas, mas enfim, deixei pra lá. Tarde da noite o encontrei no MSN e o chamei para bater papo, e nada novamente, aí comecei com a sessão clarividência Mãe Denise. 

Ele havia dito, em outra oportunidade, que tinha encontrado dois perfis meus (nem eu sabia disso...), logo, ele andou dando um ‘google’ do meu nome. Acontece que o meu nome está associado ao meu blog, logo, quando ele escreveu Denise Moura no Google , “pimba” lá estava o meu blog. Ele entrou, “se leu” no post anterior, não gostou e por isso não quis falar mais comigo. Teoria da conspiração totaaaaaaal! Mas acho que há boas chances de ser verossímil. 

Depois disso nos falamos somente uma vez pelo MSN e outra pelo telefone. Eu sou muito imaginativa, mas é que as coisas para mim tem que ter algum sentido, e eu nem sempre posso esperar por isso, então vou ‘matutando’ e deduzindo tudo até que a verdade prove o contrário ou comprove a minha tese. 

Bem, acho que é o fim de uma história que não começou... Espero que tenham entendido o nome do texto que faz uma alusão (olha que palavra bonita, sô!) à pesquisa do google que sempre sugere alguma coisa bacana. No meu caso o título do post seria a mais adequada.